HomeNotíciasGeralEstudo global da EY revela que as empresas ainda não estão preparadas para cumprir com os requisitos do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD)

Estudo global da EY revela que as empresas ainda não estão preparadas para cumprir com os requisitos do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD)

Estudo global da EY revela que as empresas ainda não estão preparadas para cumprir com os requisitos do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD)

u      78% considera a conformidade em matéria de proteção dos dados e privacidade da informação uma preocupação crescente

u    No entanto, apenas 33% dos inquiridos tem um plano em curso para endereçar o RGPD

uA adoção cada vez maior de tecnologia Forensic Data Analytics (FDA) avançada, incluindo Robótica e IA, evoluirá de forma considerável nos próximos 12 meses

 

 

LISBOA, 31 DE JANEIRO DE 2018. As questões regulatórias estão no topo da lista de prioridades dos líderes empresariais, com 78% dos inquiridos a expressar uma preocupação crescente relativamente à conformidade com a proteção de dados e a privacidade da informação. Esta é uma das conclusões do terceiro estudo Global Forensic Data Analytics Survey da EY, que examinou as respostas de 745 executivos de 19 países e analisou os riscos legais, de conformidade e de fraude que as empresas globais enfrentam e o uso de análise de dados forense (FDA) para os gerir.

 

Andrew Gordon, Global Fraud Investigation & Dispute Services Leader da EY, afirma:

O ritmo das alterações regulatórias continua a acelerar e a introdução de leis relativas à proteção de dados e à privacidade da informação, como o Regulamento Europeu Geral de Proteção de Dados (RGPD1), constitui um grande desafio para as organizações globais. No entanto, as empresas que adotem as tecnologias FDA podem obter vantagens significativas, beneficiando de uma gestão de risco mais eficaz e de uma maior transparência de negócio transversal a todas as suas operações.”

 

No entanto, e a menos de quatro meses para a entrada em vigor do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), que entrará em vigor a 25 de maio deste ano, apenas 33% dos entrevistados afirma ter um plano que prevê o cumprimento da legislação da União Europeia (UE). Enquanto a resposta média dos inquiridos na Europa foi mais positiva, com 60% a indicar que tem um plano de conformidade em curso, há ainda muito trabalho por fazer em outros mercados em que um número menor de empresas indicou estar pronta para cumprir o regulamento, incluindo as regiões de África e Médio Oriente (27%), Américas (13%) e Ásia-Pacífico (12%).

 

Pedro Subtil, Fraud Investigation & Dispute Services Leader em Portugal, afirma: “Estamos em crer, com base na nossa experiência a apoiar diferentes clientes, quer na avaliação sobre o grau de cumprimento do RGPD, quer nos respectivos planos de remediação, que a situação em Portugal está em linha com as conclusões retiradas para a União Europeia. Muito por força das elevadas penalidades que estão previstas, no caso do seu não cumprimento”.

 

Sérgio Sá, líder de Cyber Security da EY, reforça que “verifica-se uma crescente preocupação com os temas de segurança e proteção de dados, alvo crescente de ciber-ataques, com todo o risco reputacional e operacional que isso acarreta para as empresas”.

 

 

Crescente adoção de FDA para gerir os riscos

De acordo com o estudo, os inquiridos expressaram uma forte convicção acerca do valor da FDA e dos seus benefícios relativamente ao programa de gestão de uma organização, algo que é evidenciado pelo crescimento do gasto médio anual por entrevistado em 51%, face a 2016. As empresas desenvolveram-se de forma significativa para além da dependência das ferramentas básicas de FDA da última década, com 14% dos inquiridos a afirmar que já está a usar automação de processos por robótica (RPA) para gerir os riscos em matéria jurídica, de conformidade e de fraude. Além disso, 39% diz mesmo que irá provavelmente adotar a RPA dentro dos próximos 12 meses, seguida pela inteligência artificial (AI) com 38%.

O estudo permite concluir que 42% das empresas acredita que as regulamentações ao nível da proteção de dados e da privacidade da informação têm um impacte significativo na conceção ou uso da FDA. O inquérito revelou ainda que 13% dos entrevistados indicou usar atualmente FDA para obter a conformidade RGPD, sendo que mais de metade (52%) dos inquiridos confirma que está atualmente a analisar que ferramentas FDA devem ser usadas de modo cumprirem a regulamentação.

 

 

Investir em pessoas e competências é chave para desbloquear todo o potencial FDA

Em termos gerais, o relatório destaca o aumento da utilização em FDA, mas alerta para a necessidade de um maior investimento em recursos qualificados. Entre os inquiridos, apenas 13% sente que a sua organização tem as competências técnicas adequadas em FDA, e apenas 12% acredita que tem as qualificações certas em matéria de analítica de dados/ciência de dados.

Andrew Gordon afirma: “A FDA não tem a ver só com tecnologia, mas também com as pessoas que gerem essa tecnologia e como a usam para gerir os riscos. Embora seja encorajador saber que o investimento em FDA avançada está a crescer, as empresas precisam de contratar talento e de investir em competências chave, tais como conhecimento de domínio e análise de dados, de modo a gerirem o perfil de risco eficazmente.”

 

doc icon PRESS-RELEASE-FIDS-FDA-Survey-2018PT.docx
pdf icon REPORT-FIDS-FDA-survey-2018.pdf