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Google reforça estratégia de apoio à Indústria de notícias

Google revela nova abordagem e estratégia de apoio aos Publishers no negócios das assinaturas digitais e altera política First Click Free dando aos Publishers o controlo total sobre a quantidade de artigos que os potenciais subscritores podem aceder antes de lhe ser exibido uma paywall.
 
Em baixo, post de  Richard Gingras VP News, Google
 
Desenvolvendo o futuro das assinaturas digitais
 
O jornalismo proporciona informações precisas e oportunas quando elas são mais relevantes, moldando a nossa compreensão das questões importantes e motivando-nos a conhecer ainda mais e melhor e a procurar a verdade. As pessoas vêm ao Google em busca deste tipo de conteúdos de alta qualidade e o nosso trabalho é ajudá-los a encontrarem esses conteúdos. Mas, por vezes, esse conteúdo está atrás de uma paywall (sistema de pagamento pelo acesso a conteúdos).
 
Ao mesmo tempo que estudos mostram que as pessoas estão cada vez mais acostumadas com o pagamento de notícias, o processo, por vezes, doloroso de subscrição de uma assinatura pode conduzir ao seu abandono. Algo que não é ideal quer para os utilizadores quer para os publishers de notícias que vêem as assinaturas como uma fonte de receitas cada vez mais importante.
 
Para responder a estes problemas estamos em conversações com publishers de noticias sobre como os ajudar no seu negócio de assinaturas, com foco nos seguintes pontos: 
  • Amostras flexíveis para substituir o sistema First Click Free: os publishers estão melhor posicionados para determinarem qual a amostra gratuita que funciona melhor para eles. A partir desta semana, vamos terminar com o sistema First Click Free que exigia aos publishers a disponibilização de no mínimo 3 artigos gratuitos por dia – via pesquisa Google ou Google Notícias – antes de exibir às pessoas uma paywall.
  • No longo prazo, estamos num processo de criação de um conjunto de produtos e serviços para ajudar os publishers de notícias a alcançarem novas audiências, a levar as audiências à subscrição de assinaturas e a aumentarem as suas receitas.
  • Também estamos a olhar para a forma como podemos simplificar todo o processo de compra para facilitar a subscrição dos conteúdos e o acesso ao mesmo nas várias plataformas.
 
O nosso objectivo é fazer com que as assinaturas funcionem harmoniosa e perfeitamente em todo o lado e para qualquer pessoa.
 
First Click Free
 
Vamos terminar a nossa política de First Click Free em detrimento de um modelo de Amostra Flexível onde os publishers podem decidir quantos artigos – caso queiram proporcionar algum – querem disponibilizar aos potenciais subscritores com base nas estratégias de negócio de cada um. Este caminho surge na sequência de estudos próprios, feedback de Publishers e meses com experiências longas com o New York Times e Financial Times, ambos com serviços de assinaturas bem-sucedidos.
 
“A decisão da Google em permitir aos publishers determinarem a quantidade de conteúdo gratuito que os leitores podem aceder a partir da Pesquisa é um desenvolvimento positivo”, afirma Kinsey Wilson, conselheiro de Mark Thompson, CEO do New York Times. Também somos incentivados pela vontade da Google em considerar outras formas de suportar modelos de negócios de assinatura e estamos ansiosos por continuar a trabalhar com eles para criar soluções inteligentes.
 
O tipo de amostra que aconselhamos no âmbito deste novo modelo chamamos de doseador e permite às pessoas verem um pré-determinado número de notícias gratuitas antes de ser accionada uma paywall. De uma forma geral, sugerimos a seguinte abordagem:
  • Mensalmente, mais do que diariamente, o doseador permite aos publishers maior flexibilidade para experimentarem o número de artigos gratuitos que querem oferecer às pessoas e segmentar as mais propensas à sua subscrição.
  • Para a maioria dos publishers, 10 artigos por mês é um bom ponto de partida.
  • Esta abordagem “experimente antes de comprar” destaca o que muitos publishers já sabem –  é preciso proporcionar algum tipo de amostra gratuita para se ter sucesso na Internet. Se for muito pouco, então, poucos utilizadores vão clicar nos links para esses conteúdos ou partilhá-los, o que pode ter um efeito na afinidade ou tráfego da marca ao longo do tempo.
Apoio à subscrição
 
A subscrição de conteúdos de qualidade não deveria ser tão difícil como é nos dias de hoje. Registo num website, criar e memorizar várias palavras-chave, introduzir informação do cartão de crédito – estes são apenas alguns dos aborrecimentos que esperamos resolver.
 
Como primeiro passo, estamos a tentar tirar partido das nossas tecnologias de identificação e pagamento já existentes para ajudar as pessoas fazerem assinaturas no website da publicação através de um único clique para, em seguida, terem acesso simples e suave a esses conteúdos em qualquer lado – quer seja no website do Publisher, na aplicação mobile ou no Google Newsstand, Pesquisa Google ou Google News.

E como as assinaturas podem variar amplamente, estamos a colaborar com os publishers de todo o mundo sobre como conceber um mecanismo de subscrição que possa responder às necessidades de diferentes abordagens – em benefício da indústria de notícias e dos consumidores.

 
Estamos também a olhar para a forma com as capacidades de Machine Learning da Google podem ajudar os publishers no reconhecimento de  potenciais assinantes e a proporcionarem a oferta certa à audiência certa, na altura certa. 
 
“É perfeitamente claro que a publicidade, por si só, não consegue sustentar a produção e a distribuição de jornalismo de alta qualidade – e que, ao mesmo tempo, a necessidade social de um jornalismo independente sustentável nunca foi tão grande. A receita baseada nos leitores, conhecido como conteúdos pagos ou serviços de assinatura, não se trata de algo que fica bem termos mas sim, um componente essencial das receitas dos publishers”afirma Jon Slade, FT Chief Commercial Officer.
 
“O Financial Times saúda as contribuições e as acções da Google para ajudar este sector crítico da indústria de media e temos vindo a trabalhar muito de perto com a Google para ajudar na compreensão das necessidades dos publishers e como a Google os pode ajudar. Este entendimento mútuo inclui a capacidade de definir a quantidade de conteúdo gratuito oferecido aos leitores, condições equitativas para a chamada descoberta de conteúdos e os processos de pagamento e promoção optimizada. É importante que agora construamos e aceleremos as discussões e acções que temos vindo a desenvolver até o momento “.
 
Estamos apenas a começar e queremos receber o máximo de feedback possível dos publishers – pequenos, grandes, nacionais, locais, internacionais – de forma a termos a certeza que estamos a criar, em conjunto, soluções que funcionem para todos.