HomeNotíciasGeralA tecnologia e as mudanças de como se pensa e faz Facility Management, hoje e amanhã

A tecnologia e as mudanças de como se pensa e faz Facility Management, hoje e amanhã

  
Lisboa, 15 de novembro de 2017 – As 11as Jornadas de FM (Facility Management) arrancaram hoje, no Fórum Tecnológico de Lisboa, e grande parte do tempo, os presentes, entre oradores e participantes, debateram sobre o FM,  refletiram sobre Pessoas, Tecnologia e Espaços. Com as mudanças constantes que se verificam a cada segundo, a forma como se pensava e fazia FM há 10 anos atrás é completamente diferente da forma como se pensa e faz o FM hoje e da forma como se prespectiva o seu futuro. O FM dos nossos dias está focado, acima de tudo, no utilizador final dos edifícios e da tecnologia. Essa é a grande proposta de valor acrescentado para o presente e a tendência do futuro. 
  
Parte da manhã 
Tiago Rocha, da ISS, Kashif Moin, da EEE, Noémi Martin, da 3G Office, Carlos Jesus, Sonae Sierra e Francisco Rebelo da FMH/UL, deram voz aos temas do painel ‘FM User Satisfaction e Innovation’. Cada um na sua área de negócio deu a conhecer à plateia os principais desafios do FM nas suas especialidades. Tiago Rocha, refere-se ao papel e importância que o FM tem na captação e retenção de talento nas empresas. Acrescenta ainda que o standard de uma organização poderá não ser o standard de outra organização. Por isso, realça a importância da recolha de informação, processamento dessa informação, aplicação da estratégia definida e consequente comunicação e formação junto das equipas. Só assim será possível ‘personalizar’ a oferta de serviços, adequada às necessidades do cliente final e dos utilizadores. Do ponto de vista da arquitetura dos edifícios, Noémi Martin trouxe até ao evento o conceito de edifício holístico. Sem perder de vista o plano de sustentabilidade, a tendência real é projetar e construir com grande qualidade espacial e conforto. No campo da gestão e manutenção e a relação entre a empresa e as pessoas que a constituem, o FM terá como objetivo melhorar os impactos na nossa saúde física e mental. Existem sete variáveis a considerar para a gestão holística das organizações (ou dos espaços): ar, água, alimentação, luz, desporto, conforto e mente.  Kashif Moin faz-nos reflectir sobre ‘se a luz será importante para a satisfação do utilizador’. Não só nos explicou que a luz influência diretamente os níveis motivacionais dos utilizadores dos espaços, como pode ser uma excelente ferramenta de marketing ao serviço das empresas. A luz, poderá influenciar a forma como os outros utilizadores visualizam um produto, por exemplo, suscitando-lhes  a necessidade de compra. Carlos Jesus, traz a debate a importância da tecnologia na gestão dos centros comerciais, por se tratar da sua área de negócio. Segundo o orador, “a tecnologia ao serviço do FM permite conhecer as pessoas, interagir com elas e influenciá-las”. Desta forma, a tecnologia permite-nos escala, permite-nos tempo e permite-nos reduzir custos. Francisco Rebelo traz a debate ‘o impacto da ergonomia no trabalho’. E esta análise ergonómica do local de trabalho deverá ser, sempre, racional e emocional.  Criar valor nas organizações e tornar a vida das pessoas mais saudável, segura e divertida, através do design de bons interfaces é um dos principais desafios atuais. 
  
Ainda da parte da manhã, Luís Orvalho, da JLL, Paulo Marchioni, Maria Rosa Giraldez, da Nokia, Luís Rosa, do Deutsche Bank, Bento Aires, da Macair e Mariana Coimbra, da TDGI participam na mesa redonda subordinada ao tema “FM e o Real Estate: Duas faces da mesma moeda?”. 
  
Parte da tarde 
O FM, o ambiente e a economia sustentável é o tema de arranque dos painéis da parte da tarde. António Tavares, Frederico Viana, da Siemens e Mário Correia, da Archibus são os oradores convidados para trazer ao evento o tema “A Agenda 2030 e o Papel do FM”. 
Neste contexto, António Tavares começa por explicar que a agenda 2030 se trata da nova agenda de ação até 2030, um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas. Estes novos objectivos têm já em consideração o carácter multipolar do mundo e a evolução da geografia da pobreza. E os novos desafios mundiais são: as alterações climáticas, as epidemias, as novas ameaças à segurança, o terrorismo, as transformações no financiamento do desenvolvimento e o avanço tecnológico. António Tavares mostrou-nos também quais os 5 P’s estratégicos para Portugal, no âmbito da Agenda 2030 da ONU: Pessoas, Prosperidade, Planeta, Paz e Parcerias. Mário Correia começa por dizer “Não faças nada hoje que comprometa as gerações futuras”. E no momento seguinte reforça que em 2050, 70% da população mundial vai ser urbana. É bom? É mau? Cabe ao FM gerir todo este ambiente construído que vai suportar esta população futura. Por fim, Frederico Viana apresenta o caso da Siemens e as medidas que são implementadas no dia a dia para tornar a empresa economicamente mais sustentável. A Siemens pretende ter uma pegada de carbono zero até 2030. Mas o futuro começa já hoje. Isso passa pela utilização de veículos com baixas emissões, implementação de sistemas de energia próprios, ajuste dos hábitos de consumo energético dos diversos pisos, entre outras medidas. 
A tarde termina com a reflexão sobre a segurança com a participação de Pedro Mendonça, da APCC, Ana Ferreira, da APSEI, e José Gandra. 
Ana Ferreira mostra aos participantes as principais inovações na segurança contra incêndios, essencialmente, no que toca à parte da detecção de incêndio (detecção por aspiração e sistemas via rádio) e sinalização de segurança, com vista à segurança do edifício e dos ocupantes. Pedro Mendonça, aplica o FM ao caso concreto da gestão dos centros comerciais. São diversas as áreas onde o FM tem de pensar e agir no caso de um centro comercial. Incêndios/explosões, inundações, sabotagem, urgências médicas, acidentes industriais – acidentes laborais, roubos/assaltos, furtos/intrusões, roubos/furtos internos – perda desconhecida. Neste sentido, e como principal objectivo de reduzir, preferencialmente, anular, este tipo de ocorrências, procuram soluções que visam diminuir o erro humano, reduzem a ineficiência e ainda baixar os custos. Atualmente, os grandes desafios da área de segurança dos centros comerciais devem-se ao aumento da complexidade dos edifícios, integração tecnológica em todas as vertentes de Facility Management; pressupostos de referência para a continuidade do negócio. Termina a sua intervenção com uma questão: no futuro poderemos ter robôs a prestar serviços de manutenção, vigilância, limpeza, atendimento ao público, etc. nos Centros Comerciais? José Gandra, traz ao evento o tema da reabilitação urbana e as variáveis a considerar para a manutenção da segurança antes, durante e após a obra. 
  
Ao longo do dia, o evento contou com a presença de alguns oradores internacionais, especialistas em FM, tais como, Paulo Marchioni e David Martínez. 
  
Recorde-se que as 11as Jornadas de FM continuam amanhã, dia 16 de novembro, no Fórum Tecnológico de Lisboa, a partir das 9h30 e está previsto o debate e a reflexão dos seguintes temas: Como a tecnologia torna o FM mais Humano, O Procurement e o FM: criação de valor em todo o ciclo, O impacto da manutenção num mundo 4.0 e ainda ISO41000: um novo capítulo para o FM. 
  
O evento realiza-se com o apoio da EDP, Ferrovial, SinalMais, TDGI, Acciona, CityMover, EEE, Glintt, ISS, Manvia,  NextBitt, Philips, Procos, Schmitt+Sohn, SGS, Sotécnica, Veolia e a Vida Imobiliária. 
  
Site das 11 Jornadas do FM, para obter mais informações sobre o evento e compra de bilhetes: http://jornadasfm.pt/
 

Caso não queira receber mais comunicados da EDC, por favor, 
clique aqui


doc icon 201711155FPR5FBalanE7o20do20primeiro20dia20das2011as20Jornadas20FM.docx