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VOLATILIDADE, PRIVACIDADE, USABILIDADE ‘COMPROMETEM’ A CRIPTOMOEDA?

ESPECIALISTAS DIVERGEM

VOLATILIDADE, PRIVACIDADE E USABILIDADE ‘COMPROMETEM’ A CRIPTOMOEDA?

 

A volatilidade, logo seguida da sua usabilidade e a privacidade, é um dos pontos que mais afasta os analistas quando se fala na sustentabilidade da criptomoeda, conforme se percebeu hoje no debate de analistas realizado na Universidade Portucalense, no Porto.

João Duque, um dos oradores, mostrou a sua reticência e preocupação sobre o tema, afirmando que “do ponto de vista económico, as criptomoedas, não são moedas porque não servem os propósitos básicos das mesmas”, considerando que o clima que se vive em torno desta “criptomania” serve apenas para “diversão de quem gosta de correr riscos” uma vez que não há qualquer segurança no seu uso.

E, por segurança, o especialista em finanças referiu a instabilidade das moedas virtuais que “valorizam e desvalorizam do dia para a noite” e que “o facto de termos dinheiro que não podemos gastar” torna a moeda virtual dispendiosA e inútil.

Além da instabilidade, João Duque falou sobre o possível futuro das moedas virtuais que, na sua opinião, não será promissor porque não existe regulamentação nem usabilidade concreta da moeda, pelo menos para já.

Contrária à opinião do economista foi a de Celso Martinho que refuta algumas das opiniões dadas pelo professor como a da volatilidade da moeda “já não temos variações de 30 a 40% como em 2017, logo a moeda já não perde ou ganha valor do dia para a noite”.

Sobre a segurança nas transações, o ceo da Bright Pixel garante que “90% ou mais do volume de compra de criptomoedas fica registado pelas exchanges, o que torna o mercado transacional seguro”.

As exchanges são empresas financeiras que comercializam criptomoedas, também conhecidas como moedas virtuais, atualmente existem mais de 600 moedas ativas que são negociadas em mais de 2.400 sites de exchanges.

Celso Martinho, garante que até mesmo um banco poderá criar a sua criptomoeda, “desde que crie as suas regras de usabilidade” e comparou esta época em que se assiste a mudanças no sistema financeiro aos anos 90 com a abertura da internet ao utilizador comum.

Muitas dúvidas se têm levantado juntamente com curiosidade sobre o tema, alguns acreditam e investem veemente naquilo que acreditam ser a moeda do futuro.

Existem casos de sucesso em que apostaram tudo o que tinham e ganharam o triplo e outras histórias menos felizes em que ficaram praticamente sem nada.

Carlos Magno, no final da conferência disse que “estamos a viver tempos interessantes e que seremos pouco inteligentes se não os aproveitarmos e que temos de perceber que o virtual tem fome do real mas que o contrário também acontece”.

Afinal, será que dinheiro é dinheiro independentemente do seu formato?

 

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