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Adecco defende que robótica não tem que comprometer mercado de trabalho 

  

O mais recente artigo da Adecco, publicado em parceria com o Instituto Cuatrecasas, explica que os robôs irão influenciar significativamente o mercado de trabalho, mas sublinha que este impacto não tem que ser visto como negativo.

 

(Lisboa, 21 de junho 2018) – A robótica não tem que comprometer nem prejudicar o mercado de trabalho. A utilização de robôs nas empresas não implica necessariamente uma redução de postos de trabalho, mas sim uma redistribuição das tarefas. Esta é uma das principais ideias do novo artigo da Adecco em parceria com o Instituto Cuatrecasas – “O impacto da robótica nos recursos humanos e no marco regulatório das relações laborais” – que analisa o papel das novas tecnologias na estrutura corporativa e organizativa do trabalho.

 

As consequências que o recurso a robôs tem na taxa de emprego, na gestão de pessoas e na regulamentação é um dos temas em destaque. O facto de os robôs poderem substituir as pessoas em alguns postos de trabalho, aumentar a taxa de desemprego e aprofundar as desigualdades sociais que existem nas classes mais baixas são temas polémicos.

 

As empresas não podem alienar-se da evolução tecnológica e a transformação do mercado de trabalho é uma realidade à qual têm que se ajustar. A destruição de postos de trabalho não será uma realidade se as empresas anteciparem este cenário com estratégia de formação e de requalificação. Para que o impacto da robótica seja menor e a redistribuição de tarefas seja bem-sucedida, as empresas têm que apostar na formação e garantir que os seus colaboradores adquirem ou reforçam as suas competências em áreas estratégicas para as empresas. Só desta forma é que os funcionários podem criar mais valor e as organizações podem ganhar competitividade.

 

“A robótica não é algo futurista. A utilização de robôs é cada vez mais recorrente no mercado empresarial. Estes não devem porém substituir pessoas ou reduzir postos de trabalho, mas sim ajudar a melhorar a produtividade e a criar novos postos de trabalho mais qualificados”, disse Vanda Santos, Diretora de Serviço e Desenvolvimento da Adecco Portugal. “Os países não deviam centrar-se nos postos de trabalho que a robótica pode roubar, mas sim nas estratégias de formação e de requalificação que este novo cenário permite. Com recursos qualificados as empresas podem oferecer mais valor, garantir maior qualidade e registar ganhos de competitividade. É para este tema que os países deveriam direcionar as suas atenções.”

 

A adoção e a integração da robótica nas empresas cria uma série de desafios ao nível dos recursos humanos, mas não só. A própria legislação terá que acompanhar esta tendência e criar um enquadramento legal em torno da utilização de robôs.