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Maioria dos portugueses deseja ter um papel mais ativo na Saúde


Comunicado de Imprensa

10 de outubro I 10h00 | Fundação Calouste Gulbenkian I ‘3F – Financiamento, Fórmula para o Futuro’

Maioria dos portugueses deseja ter um papel mais

ativo na Saúde

Recomendações de peritos sobre o financiamento dos hospitais públicos e dados de um inquérito à população portuguesa vão ser apresentados em Lisboa

Lisboa, 09 de outubro de 2018 – A maioria dos portugueses (51%) defende que a sociedade deve ter um papel mais ativo no que diz respeito à Saúde, revelam os dados de um inquérito à população nacional, realizado no âmbito do projeto ‘3F – Financiamento, Fórmula para o Futuro’. Uma certeza que vai ao encontro de uma das recomendações deste projeto, a de promoção do papel dos cidadãos no sistema de saúde. Para os peritos nacionais, que se reuniram ao longo do ano para debater a melhor forma de resolver os desafios inerentes ao financiamento do Serviço Nacional de Saúde, “o cidadão é o elemento central da prestação de cuidados” e, como tal, “é importante a sua envolvência na definição da política de saúde”, através da criação de mecanismos que contemplem a sua participação na decisão.

Estes e outros dados, assim como as recomendações feitas, vão ser apresentados e debatidos no próximo dia 10 de outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, num evento que conta com a participação de Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde.

O projeto ‘3F’, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio da Roche e da IQVIA, nasceu da necessidade de identificar formas de reduzir o desperdício e promover a inovação no Serviço Nacional de Saúde. Para isso, reuniu um conjunto de especialistas de diferentes áreas, que se juntaram para analisar o modelo atual de financiamento dos hospitais portugueses, promover a discussão de potenciais soluções de financiamento com vista à criação de valor para os doentes, assim como desenvolver projetos-piloto com hospitais, de forma a testar a exequibilidade das soluções encontradas.

Do trabalho desenvolvido resultou a identificação de 90 iniciativas, que podem ser agrupadas em quatro dimensões essenciais para a melhoria do modelo de organização e financiamento do Serviço Nacional de Saúde – Resultados em Saúde, Integração de Cuidados, Gestão da Doença e Prevenção e Promoção da Saúde -, às quais se juntam 10 recomendações e a definição dos projetos-piloto onde vão ser testadas, já a partir do próximo ano: o IPO do Porto e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

No evento, moderado pela jornalista Clara de Sousa, serão debatidas as 10 recomendações:

  • Reforço do papel dos cuidados de saúde primários;

  • Interligação dos cuidados de saúde primários, cuidados de saúde secundários e cuidados continuados;

  • Desenvolver a rede de suporte ao doente;

  • Promover o papel dos cidadãos no sistema de saúde;

  • Sistemas de informação como suporte à gestão e à prática clínica;

  • Medição de resultados como motor da melhoria dos cuidados prestados;

  • Transparência & benchmarking entre instituições;

  • Autonomia e responsabilização da gestão hospitalar;

  • Um novo modelo de alocação de recursos financeiros para a saúde;

  • Confiança no sistema de saúde.

Alexandre Lourenço, presidente da APAH, sublinha que ‘o 3F materializa a vontade do setor da saúde em apresentar respostas concretas para os desafios do financiamento mas também para a necessidade de reestruturar o modelo de prestação de cuidados com vista a melhorar a experiência e corresponder às expectativas dos doentes e das suas famílias’.

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