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Portugal ocupa a 28º posição no Indice de Competitividade Global de Talentos 2019 seguido da Espanha em 31º

2019 Global Talent Competitiveness Index:
NUTRIR O TALENTO EMPREENDEDOR É A CHAVE PARA A COMPETITIVIDADE DAS NAÇÕES E CIDADES

Portugal ocupa a 28º posição no Indice de competitividade Global de talentos seguido da Espanha em 31º

 

  • O talento empreendedor tornou-se um diferencial importante na competitividade relativa de talentos
  • O talento ainda é atraído para as pequenas economias de elevado rendimento e para os Estados Unidos
  • Lisboa ocupa a 45º no ranking das cidades, seguida de Barcelona em 49º
  • Washington, DC é cidade com melhor desempenho no ranking
  • Análise de cinco anos mostra o aumento do diferencial existente de talentos entre economias desiguais

 

Lisboa, 22 de Janeiro 2019: O relatório do Índice de Competitividade Global de Talentos de 2019 (GTCI) revela que a Suíça, a Singapura e os Estados Unidos continuam a liderar em competitividade de talentos, enquanto países da Ásia, América Latina e África estão a sofrer uma erosão progressiva da sua base de talentos. O relatório apresentado em Davos, na Suiça, esta semana, confirma que as questões de talentos se tornaram uma preocupação primordial para empresas, nações e cidades, com o desempenho de talentos visto como um fator crítico para o crescimento e a prosperidade.
 
O relatório deste ano tem um foco especial no talento empreendedor – e como este está a ser incentivado, estimulado e desenvolvido em todo o mundo e como isso afeta a competitividade relativa de diferentes economias. As novas abordagens estão a surgir para estimular o talento empreendedor e intraempreendedor e os funcionários à prova de futuro – por exemplo, os esforços para desenvolver inovações hierarquicamente de baixo para cima e melhor capacitar e preparar os funcionários. Esse progresso é especialmente verdadeiro nas cidades, onde os ecossistemas das denominadas “cidades inteligentes” estão cada vez mais a atuar como verdadeiros imãs de talentos. Os resultados mostram ainda:

  • Os países e cidades mais bem classificados tendem a ser os mais abertos ao talento empresarial;
  • A digitalização e a globalização estão a aumentar o papel do talento empreendedor.

O relatório também revela que as cidades, e não os países, estão a desenvolver papéis mais fortes como centros de talentos e serão cruciais para reformular o cenário global de talentos. Esta crescente importância das cidades deve-se à sua maior flexibilidade e capacidade de adaptação às novas tendências e padrões – como unidades económicas ágeis, onde as políticas podem ser mudadas mais rapidamente, as cidades são mais atraentes para talentos, especialmente talentos empreendedores.
 
A cidade melhor classificada este ano é Washington, DC, seguida por Copenhaga, Oslo, Viena e Zurique. A posição de Washington pode ser atribuída ao seu forte desempenho em quatro dos cinco pilares medidos na pesquisa, especificamente nos pilares “Ser Global”, “Atrair”, “Crescer” e “Ativar”. A sua economia estável, a população dinâmica, as infra-estruturas e conectividade excepcionais, assim como a força de trabalho altamente qualificada e educação de classe mundial são características que contribuem para tornar a cidade um centro de talentos.
 
Lisboa está em 45º do ranking apresentando um resultado de 55% no fator Atrair e 50% no factor Crescer, à frente de cidades como Barcelona (49º), Abu Dhabi (55º), Beijing (58º) e Dubai (59º).

A visão mais alargada
Pela primeira vez, o GTCI 2019 fornece uma análise longitudinal da competitividade de talentos com base nos resultados de todas as edições do GTCI desde 2013. A principal conclusão é que a diferença que separa os defensores de talentos do resto da comunidade global está a crescer. A competitividade de talento está a fortalecer-se em grupos de países onde ela já é comparativamente alta, e a enfraquece naqueles onde ela é relativamente baixa.
 
Bruno Lanvin, Executive Director, Global Indices, INSEAD e co-editor do relatório, comentou: “No top ten do ranking de competitividade de talentos, apenas dois países não europeus podem ser vistos: Singapura e EUA. Isto sublinha que a Europa continua a ser uma potência de talentos, mas também que os países com grandes universidades e um forte setor de educação são os melhores para atrair talentos. Como os talentos de alto nível também são mais móveis internacionalmente, nenhuma vantagem comparativa pode ser vista como irreversível, e esses países precisarão permanecer abertos e inovadores para manter sua liderança.”
 
Felipe Monteiro, INSEAD Affiliate Professor of Strategy, Academic Director, e co-editor do relatório, afirmou ainda: “O empreendedorismo parece ser um talento decisivo para o sucesso; todos os tipos de organizações têm que atrair e aumentar o talento empreendedor, numa era em que ecossistemas em todo o mundo são drasticamente reformulados pela transformação digital.”
 
Alain Dehaze, Chief Executive Officer, the Adecco Group afirmou: “À medida que o mundo do trabalho muda, rapidamente, existe o perigo de que, se os países e as cidades não tiverem as condições adequadas para atrair talentos, as pessoas e as empresas afastar-se-ão e procurarão oportunidades em outros lugares. Os resultados do relatório GTCI deste ano são mais uma prova de como o talento empreendedor está a ser cada vez mais visto como uma forma de navegar com sucesso num mundo em constante fluxo. Nutrir é uma parte vital de criar o ambiente certo para o talento florescer e lançar as sementes para o sucesso no futuro.
 
Vinod Kumar, Chief Executive Officer, Tata Communications explicou: “O conceito de abertura é fundamental para o talento empreendedor, e a cultura empresarial desempenha um papel fundamental. As empresas e as cidades precisam trabalhar lado a lado para cultivar culturas de intra-empreendedorismo e uma mentalidade de aprendizagem contínua acima de tudo, já que o fator humano é fundamental para o sucesso da transformação digital. Isso ajudará a libertar o potencial positivo que a tecnologia traz – especialmente num mundo onde humanos e máquinas trabalharão lado a lado e diferentes tipos de colaboração irão emergir.
 
O relatório do GTCI 2019, publicado pelo INSEAD, a Business School for the World, em parceria com o Adecco Group e a Tata Communications, é um benchmarking anual abrangente que mede como os países e cidades crescem, atraem e retêm talentos, fornecendo um recurso exclusivo para a tomada de decisões, para entender o quadro global de competitividade de talentos e desenvolver estratégias para aumentar a sua competitividade.
 
O relatório mede os níveis de Competitividade Global de Talentos analisando 68 variáveis. O índice de 2019 abrange 125 economias nacionais e 114 cidades (respectivamente 119 e 90 em 2018) em todos os grupos de renda e níveis de desenvolvimento.