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Cisco revela que as organizações beneficiam de investimentos na privacidade de dados

O atraso nos processos de venda, devido às preocupações na privacidade do cliente, reduziu 50%. As organizações preparadas para o RGPD registam menos violações de dados.

 

Porto Salvo, 24 de janeiro de 2019. – De acordo com o novo estudo Cisco 2019 Data Privacy Benchmark, as organizações mundiais que investiram no desenvolvimento das suas políticas de privacidade de dados estão a alcançar resultados de negócio concretos graças a estes investimentos. O estudo reforça a ligação entre uma boa política de privacidade e estes resultados empresariais, e são os próprios inquiridos a afirmar que os atrasos nas vendas diminuíram, bem como as violações de dados.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia, focado no aumento da proteção da privacidade e dos dados pessoais dos residentes da UE, tornou-se obrigatório em maio de 2018. As organizações mundiais continuam a trabalhar constantemente para poderem estar prontas para o RGPD.

Segundo o estudo global da Cisco1, 59% das organizações afirmam que cumpriram com todos ou quase todos os requisitos, 29% esperam cumprir com as exigências dentro de um ano, e 9% irão demorar mais de um ano. (Ver Figura 1)

“Este é o ano em que as empresas tomam a devida consciência da importância da privacidade. Os dados são a nova moeda, e à medida que o mercado se altera, vemos que as organizações estão a atingir resultados reais através dos investimentos na proteção dos seus dados,” refere Michelle Dennedy, Chief Privacy Officer, da Cisco. “Na Cisco, defendemos tanto a proteção dos nossos clientes como o crescimento do seu sucesso empresarial ao maximizarmos o valor dos dados, reduzindo os riscos.”

Os clientes estão cada vez mais preocupados com o facto de os produtos e serviços que utilizam oferecerem a proteção apropriada da privacidade. As organizações que investiram na privacidade de dados para cumprirem com o RGPD registaram atrasos mais curtos nas vendas para os clientes atuais: 3,4 semanas vs. 5,4 semanas nas organizações menos preparadas para o RGPD.

Globalmente, a média de atrasos nas vendas foi de 3,9 semanas para os clientes atuais, reduzindo nas 7,8 semanas registadas no ano passado (referente a 2017). As organizações mais preparadas para o RGPD indicaram a ocorrência de menos violações de dados (74%), menos registos de impactos em incidentes de segurança (79.000) em relação às organizações menos preparadas (89% foram vítimas de violações de dados e registaram 212.000 incidentes), ver Figura 2. Além disso os seus sistemas informáticos têm um tempo de inatividade inferior (6,4 horas em comparação com as 9,4 horas das empresas menos preparadas para o RGPD).

Estão muito menos suscetíveis a uma perda financeira derivada de violação de dados. Além disso, 75% dos entrevistados referem que verificam grandes benefícios nos seus investimentos em proteção de dados, que incluem uma maior agilidade e inovação decorrendo dos controlos adequados de dados, do alcance de vantagens competitivas, e do reforço na eficiência operacional com dados organizados e catalogados.

As principais conclusões foram:

  • 87% das empresas estão a registar atrasos no seu ciclo de vendas devido às preocupações de privacidade dos seus clientes ou “potenciais clientes”, em comparação com os 66% registados no ano passado. Isto deve-se fundamentalmente ao aumento da sensibilização na privacidade impulsionado pelo RGPD e pelas constantes violações de dados presentes nas notícias.
  • O atraso nas vendas por país varia de 2,2 a 5,5 semanas, com a Itália, a Turquia e a Rússia no nível mais baixo, e a Espanha, o Brasil e o Canadá no nível superior (Ver Figura 3). Os atrasos mais longos das vendas podem ser atribuídos a zonas onde os requisitos de privacidade são elevados ou estão em transição. As vendas em atraso podem causar quebras nas receitas relacionadas com compensação, financiamento, e relações com investidores. Estas podem tornar-se também em vendas perdidas se um potencial cliente comprar a outro concorrente ou decidir não comprar.
  • As principais razões mencionadas para este atraso nas vendas incluíram a investigação dos pedidos dos clientes sobre as necessidades de privacidade, a adaptação da informação de privacidade para o idioma do cliente, a formação aos clientes com base nas políticas de privacidade das organizações ou a redefinição dos produtos de forma a corresponder às necessidades de privacidade dos clientes. Ver figura 4.
  • Por país, a preparação do RGPD variou de 42% para 75%. Espanha, Itália, Reino Unido e França alcançaram a melhor percentagem, enquanto a China, o Japão e a Austrália alcançaram os valores mais baixos.
  • Apenas 37% das empresas preparadas para o RGPD registaram uma violação de dados com um custo maior do que 500.000 dólares, comparado com 64% das empresas menos preparadas para o RGPD.

Leia o Cisco 2019 Data Privacy Benchmark Study, aqui.

Declarações de apoio

  • Cliff Farah, Presidente e CEO do The Beacon Group:

“À medida que os regulamentos de privacidade continuam a crescer e a desenvolver-se, os líderes empresariais beneficiarão da melhor compreensão desta pesquisa e a forma como as suas decisões e os seus investimentos se transformam em valor.”

  • Peter Lefkowitz, Chief Digital Risk Officer, Citrix Systems e 2018 Board Chairman, International Association of Privacy Professionals (IAPP):

“Esta investigação evidencia algo que os Profissionais de Privacidade já há muito fizerem notar – que as organizações estão a beneficiar dos seus investimentos na privacidade para além do compliance. O estudo da Cisco demonstra que uma forte concordância com a privacidade reduz o ciclo de vendas e aumenta a confiança do cliente.”

Recursos adicionais

1O estudo consultou mais de 3.200 profissionais globais de segurança e de privacidade em 18 países de empresas de vários setores e tamanhos sobre a maturidade das suas políticas de privacidade.

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